A reportagem da Rádio Voz conversou na terça-feira (13/01), exatamente uma semana após o crime, com o advogado Ezequiel Fernandes, responsável pela defesa do agricultor Adão Neves, de 62 anos, apontado como autor do homicídio ocorrido na primeira semana de 2026 no interior de Coronel Vivida.
De acordo com o advogado, Adão Neves se apresentou à autoridade policial competente — o delegado da Polícia Civil de Coronel Vivida — ainda no dia 7 de janeiro de 2026, um dia após o crime, no início da tarde. Por orientação da defesa técnica, ele optou por exercer o direito constitucional ao silêncio, uma vez que as investigações seguem em andamento e outros fatos ainda estão sendo apurados. Segundo o advogado, qualquer declaração neste momento poderia ser considerada prematura.
O defensor também informou que existe um boletim de ocorrência registrado por Adão Neves em janeiro de 2025, no qual ele relatou o recebimento de uma carta com ameaças. Na ocasião, Adão teria atribuído a autoria da carta a Silvestre Primel, afirmando que ele era a única pessoa com quem mantinha desavença.
A arma utilizada no crime, um revólver calibre .38, foi apresentada e apreendida somente na segunda-feira (12/01), após a defesa comunicar a Polícia Civil. Os policiais se deslocaram até o local e realizaram a apreensão. O advogado explicou que não foi possível apresentar a arma antes, pois estava viajando.
O crime
O homicídio aconteceu na tarde de terça-feira (06/01), na comunidade de Quatro Irmãos, região de Barra Verde, interior de Coronel Vivida. A vítima, o agricultor Silvestre Primel, de 72 anos, foi morta a tiros enquanto trabalhava em sua lavoura.
Vítima e autor eram vizinhos, com residências localizadas a aproximadamente 200 metros de distância. Segundo familiares de Adão Neves — esposa e filhos — ouvidos pela reportagem da Rádio Voz, havia uma disputa antiga por um pedaço de terra. Adão teria comprado a área de outro agricultor, mas Silvestre afirmava ser o verdadeiro proprietário e não reconhecia a posse do vizinho. A questão já estaria sendo discutida na Justiça.
No momento do crime, Silvestre trabalhava em sua lavoura, em frente à casa de Adão, quando ocorreu a tragédia.
Adelino Guimarães
















