O projeto da ponte sobre o Rio Chopim, que deve interligar Verê e São Jorge D’Oeste, entrou na fase final para assinatura do convênio entre o Governo do Estado e o município. A proposta, tratada publicamente desde a campanha estadual de 2022 pelo governador Ratinho Júnior (PSD), tem como meta substituir a balsa utilizada hoje na comunidade de Águas do Verê e encurtar o trajeto entre as cidades.
Dariu Sebastião Nonato, secretário interino de Administração e Finanças, explica que a ponte representa um ganho regional de mobilidade. “Águas do Verê é um importante ponto turístico do nosso município. O pessoal que vem do meio-oeste e do centro-oeste do Paraná já consegue acessar por ali. Só esse trajeto que eles teriam que fazer, ir até Dois Vizinhos e voltar aqui, com a ponte, eles vão encurtar no mínimo 20 quilômetros”.
Segundo ele, o atual percurso obriga motoristas a desviar pelo trevo de acesso a Francisco Beltrão, seguir até Dois Vizinhos e só então retornar a Verê. A ponte eliminaria essa necessidade. Há ainda o impacto da balsa, que segue em operação, mas não atende a todos. “Às vezes tem gente que tem medo, tem receio de atravessar de balsa. Então o pessoal acaba fazendo esse entorno mais longo.”
A ponte será construída no mesmo ponto onde ocorre hoje a travessia, substituindo a balsa. No trecho previsto para receber a estrutura, a distância entre as margens do Rio Chopim é de cerca de 100 metros. O investimento, estimado em mais de R$ 40 milhões, foi indicado pelo deputado estadual Ademar Traiano (PSD). Segundo a administração, o levantamento técnico já está concluído e a equipe de engenharia definiu os métodos que devem ser adotados na obra.
Benefícios regionais
Além de agilizar o deslocamento entre Verê, São Jorge D’Oeste e Francisco Beltrão, a ligação terá reflexos diretos na logística de saúde dos municípios. “O município de São Jorge vai ser um dos grandes beneficiados da ponte, principalmente na questão da saúde. Porque o transporte deles vai passar aqui por dentro do Verê para ir para Francisco Beltrão, encurtando o caminho.”
A obra também deve atender indústrias e cooperativas que atuam nas duas margens do Rio Chopim. Segundo Dariu, empresários dos dois municípios contribuíram financeiramente para viabilizar o projeto técnico, concluído em 2025. O complexo da Piracanjuba é um dos empreendimentos que deve ser diretamente impactado pela nova rota. “Eles fazem coleta de alguns produtores aqui no Verê, de Itapejara e até mesmo de Francisco Beltrão. Então os caminhões deles também vão utilizar essa ligação.”
De acordo com a administração municipal, o processo está nos ajustes finais, ainda sem data oficial para o início das obras.
Fonte: Jornal de Beltrão















